
|
CD – Abadá-capoeira Nova Iguaçu - Mestre Nagô (org) Lá vai o negro (Feijão e Tipo A) Tempos que não voltam mais (Feijão) Quando o berimbau tocar (Feijão)
Torpedeiro Encouraçado (DP)
Torpedeiro Piauí Torpedeiro Piauí Olha tá Encouraçado na Bahia Marujo subordinado Está pintando arrilhia Mataram Chico Mineiro Dentro da secretaria Se eu fosse o comissário de plantão Não havia tão grande covardia Naqueles tempos passados Caranguejo era delegado Goiamum era o escrivão Siri cabo de polícia Da porta da detenção Papagaio advogado Por ser muito falastrão Urubu por ser cangalha Era soldado do esquadrão Camarada... Iê viva meu Deus
Iê viva meu Deus
Viva meu Mestre
Iê viva meu Mestre
Quem me ensinou
Quem me ensinou
A malandragem
A malandragem
Volta do mundo
Volta do mundo
Que o mundo deu
Que o mundo deu
Prepare o arame (Edson Show)
Bota o tambor pra rufar Bom dia pra vosmicê Camungerê como tá Oh Prepare o arame Enverga a madeira de Jequitibá Traz a moeda e a cabaça O caxixi da feira Que eu quero tocar
Meu berimbau ê ê Meu berimbau camará Ele é enfeitado Com laços de fita E as conchas do mar
Meu berimbau ê ê Meu berimbau camará Ele é enfeitado Com laços de fita E as conchas do mar
Eu enfrento sereno Desfaço o veneno, venço a solidão Rezo o São Bento Grande São Bento Pequeno conforme a razão Na roda o medo não fala Moleque aprende a lição Coragem nunca se cala Vence quem tem coração Com os pés na senzala Negro se ajoelha fazendo oração
Vem menino vem Descendo a ladeira No cais dourado vai ter capoeira pra matar Dança morena faceira Vadeia na beira do mar Negro velho de zonzeira Vai dá gameleira Chegou pra jogar
Eu Grito Aiê (Feijão)
Ô aiê...
Aiê, aiê
Havia dois reis
O aiê...
Eu grito aiê
Histórias (Feijão)
Histórias de Seu Pastinha Histórias de Carybé Seu Waldemar da Paixão Histórias...
Histórias de Bimba Histórias deSeu Pastinha Histórias de Carybé Seu Waldemar da Paixão
A história de Bimba A Regional ele criou Diziam que ele falou Que iria mudar a capoeira Para hoje ela ter seu valor Histórias...
Na história de Pastinha Faz o capoeira chorar De quem viu a arte crescer Morreu sem poder enxergar Histórias...
História de Heitor Bernabó Conhecido como Carybé Ele pintou um quadro pra Bimba Lá na ilha de Maré Histórias...
A história me conta Que Seu Waldemar da Paixão Levava na cantoria As rodas no barracão Histórias...
Talismã (Feijão)
Da vida inteira É meu berimbau E a capoeira
Meu talismã Da vida inteira É meu berimbau E a capoeira
É meu berimbau É a capoeira
É meu berimbau É a capoeira
Meu talismã Da vida inteira É meu berimbau E a capoeira
Meu talismã Da vida inteira É meu berimbau E a capoeira
No escuro eu a levo Como iluminação E na mandinga que não se vê Berimbau é meu lampião
No que Bimba acreditava Como sua proteção A capoeira E o cinco Salomão
Amuleto ou patuá Pedra da sorte não importa Talismã é sua fé Que move montanhas e abre portas
Eu sou capoeira (Feijão)
Eu sou capoeira eê Oi eu sou...
Eu sou capoeira eê
Ela é como mãe
É por isso que eu sou...
É por isso que eu sou...
É por isso que eu sou...
Toque de guerra (Feijão)
Me chama, me leva
Era dia comum
Ô me chama me leva...
Berimbau querer (Feijão)
Meu querer de jogar Deixa eu desenvolver Não deixa eu desanimar
Meu berimbau querer Meu querer de jogar Deixa eu desenvolver Não deixa eu desanimar
Não vou parar na vida Que me deu tanto desgosto Hoje o gosto que eu sinto Que eu não vou parar de novo Berimbau...
Foi o meu berimbau Que sempre esteve do meu lado Quando estive perdido Sofrendo e desamparado Berimbau...
A vida ensina O tempo trás o dom Para ser bom capoeira Tem que ser de coração Berimbau...
Eu estava em casa Quando olhei as estrelas Peguei, olha, o meu berimbau Voltei para capoeira Berimbau...
Rodas do barracão (Feijão)
Roda no barracão Saudade da liberdade Seu Waldemar da Paixão
Roda que tinha bamba Roda no barracão Saudade da liberdade Seu Waldemar da Paixão
Ficava no corta braço Na estrada da liberdade Era o domingo à tarde Capoeira e vadiagem
Era um grande Mestre Cantador e artesão Pintava seu berimbau Vendia no barracão
Lá em dia de festa Em data de tradição Waldemar com suas guias Calça branca e pé no chão
(No barracão da liberdade Traíra e Caiçara Barnabé, Seu Bugário Mungungê e sua navalha)
Isso é capoeira (Feijão)
Isso é capoeira...
Ê capoeira eê
Camaleão muda de cor
Isso é capoeira...
Quando o céu está escuro
Pois o mundo é uma cela Mas um golpe com a língua Ossos podem ate quebrar Mas um jogo com mandinga Faz a língua se enrolar Isso é capoeira...
Lá vai o negro (Feijão e Tipo A)
No meio do canavial Lá vai o negro No meio do canavial Lá vai...
Lá vai o negro No meio do canavial Lá vai o negro No meio do canavial
Com o pé descalço E o corpo todo cortado Vai trabalhar Para não ser açoitado
O berimbau Negro trás no coração Pra trabalhar A sua foice na mão
De sol a sol O negro tá trabalhando Mesmo com chuva Cana, ele tá cortando
Colheita boa Negro pode festejar Samba de roda E também capoeira Lá vai...
Ele festeja O negro comemora Mas é por dentro De saudade que ele chora
Tempos que não voltam mais (Feijão)
Adeus, adeus, ao tempo que não volta mais
Lembra de primeira ginga
Ô adeus...
Canaviê (Feijão)
Corta cana pro feitor Canaviê...
Canaviê, canaviê Corta cana pro feitor
No meio do canavial Uma chance pra viver Se morria por lutar Então cortava pra não morrer Canaviê...
Luta disfarçada de dança Responde pro mal feitor Com ponta-pés e cabeçadas Negro diz não vou Canaviê...
Com sangue nas mãos Pro feitor uma surpresa O que plantava era cana E o que nascia é capoeira Canaviê...
Quando o berimbau tocar (Feijão)
Meu corpo se arrepia É ver Mestre empolgado E uma boa cantoria
Vou ver corpo arrepiar Quando o berimbau tocar
Vou ver corpo arrepiar Quando o berimbau tocar
Se está treinado entra Se não está é melhor olhar Eu vou ver...
Quando o berimbau tocar
Faz rezar no berimbau Para mandinga não pegar Eu vou ver...
Se não canta vai jogar Se não joga vem cantar Eu vou ver...
Porque canta, o mal espanta Diz ditado popular Eu vou ver...
Dendê Maré (Feijão)
Dá pro capoeira remar Mas quando a maré tá alta É ai que o barco não pode virar Oi dendê maré...
Ê aê aê aê Dendê Maré
Agüenta firme capoeira Tem correnteza querendo te derrubar Mas não consegue se tem sangue de Zumbi E a força de Besouro Mangangá Oi dendê maré...
A vida é como a capoeira Quem ganha também pode perder Mas são como os tombos da vida É aí que vejo o homem crescer
O berimbau tem que ter um tocador O tocador toca com seu coração Levando para sua vida inteira Mestre Bimba como sua inspiração Oi dendê maré...
Candeeiro (Edson Show)
Acende o candeeiro, iaiá Só a luz ofuscante da candeia E o clarão da lua cheia É o que faz o terreiro clarear
Iaiá, ô iaiá
Acende o candeeiro, iaiá Só a luz ofuscante da candeia E o clarão da lua cheia É que faz o terreiro clarear
Hoje tem festa, No Quilombo dos Palmares Já se ouve pelos ares O som estridente do tambor Ioiô, no rabo de arraia, certeiro No jogo de Angola, rasteiro Se dobra igual cobra coral Com a ligeireza do raio Destreza fundamental Quem paga o pato É o capitão do mato Na luta do bem contra mal Ô Iaiá...
Iaiá, ô iaiá
Oi balança na barra da saia Levanta, sacode a poeira do chão Oi abre a roda que agora o pau vai comer No samba duro angolano Na ginga do maculelê Oi abre a roda que agora o pau vai comer No samba duro angolano Na ginga do maculelê Oi quem tem sangue do quilombola não cai Finge que vai, mas não vai Risca seu nome no vento Rei Ganga Zumba vem dar inicio ao festejo Sua voz é um lampejo Que comanda o ritual O seu lamento Era um grito de guerra Que escoava sobre a terra Tornando o quilombo imortal Ô Iaiá...
|